Confiança do consumidor recua pelo terceiro mês consecutivo
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pela PiniOn, alcançou, em março, 97 pontos, recuando 2%, tanto em relação a fevereiro, como na comparação com o mesmo mês do ano passado. Dessa forma, o INC aprofunda sua queda no campo pessimista (abaixo de 100 pontos). A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.679 famílias, em nível nacional, residentes em capitais e cidades do interior.
O estudo revela que houve queda da confiança para a maioria das regiões do País, com exceção do Nordeste, em que houve aumento, e para o Norte, cuja confiança se manteve. No caso das classes socioeconômicas, ocorreu recuo para as classes AB e C e aumento para a DE.
A pesquisa indica, ainda, que continuou havendo deterioração da percepção das famílias, sobretudo em relação à situação financeira atual, e, em menor medida, em termos das expectativas de renda e emprego, com a segurança no emprego apresentando estabilidade.
Essa piora da percepção em relação à situação financeira atual resultou em diminuição da disposição a comprar itens de maior valor, como carro e casa, ainda que a intenção de adquirir bens duráveis, como geladeira e fogão, tenha mostrado estabilidade. Por sua vez, a propensão a investir mostrou leve aumento.
Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, frisa que os sinais de desaquecimento da economia, evidenciados pela queda na geração de empregos, aliados à aceleração da inflação (especialmente no aumento dos preços de itens essenciais, como alimentos e bebidas) num cenário de alto endividamento das famílias e juros elevados, têm levado o consumidor a adotar uma postura mais cautelosa em suas decisões de compra.
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