Desempenho positivo - Revista Anamaco

Vendas de cimento

Desempenho positivo 

Texto: Redação Revista Anamaco

De acordo com dados apurados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), as vendas de cimento, em fevereiro, totalizaram 5,1 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo mês de 2024. Com isso, no acumulado dos dois primeiros meses do ano, o setor apresentou alta de 6,4 % em relação ao mesmo período do ano passado.
O estudo mostra que a venda por dia útil - um indicador que considera o número de dias trabalhados e tem forte influência no consumo de cimento - foi de 232,1 mil toneladas, um aumento de 2,7 % em relação ao mesmo mês do ano anterior e uma alta de 4,1 % em relação ao acumulado no ano.
Paulo Camillo Penna, presidente do Snic, explica que os principais indutores do desempenho foram o mercado de trabalho ainda aquecido, com expansão do emprego formal, aumentando a massa salarial e do Produto Interno Bruto (PIB), além do desempenho do mercado imobiliário. “As vendas e os lançamentos de novos imóveis seguiram em expansão, impulsionadas principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV)”, pontua.
Segundo ele, apesar do momento promissor, a falta de mão de obra e os aumentos dos custos já impactam a confiança da construção, que caiu para o pior nível desde março de 2022. Soma-se a esse cenário, a preocupação das empresas do setor com a redução da disponibilidade de crédito via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que podem afetar os investimentos e desacelerar o número de lançamentos imobiliários, diminuindo a oferta. “Nesse sentido, é consenso do mercado a necessidade de procurar alternativas de funding para as construções imobiliárias”, salienta o executivo.
A indústria também cautelosa quanto à situação presente. O cenário macroeconômico da Selic em elevação e o câmbio desvalorizado, aliados a uma expectativa geral de desaceleração da economia, podem significar um ano difícil para o setor industrial, apesar dos bons resultados de 2024. “Mesmo diante desse cenário desafiador, a indústria brasileira de cimento segue moderadamente otimista com a espera de um melhor desempenho do PAC e o avanço no uso do pavimento de concreto e obras do programa Minha Casa, Minha Vida”, comenta Penna.
No ano em que o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, a atividade vem colaborando junto ao Governo Federal para a elaboração de metas setoriais, no âmbito do Plano Clima. O objetivo é contemplar tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor, para atender a demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do País. “A descarbonização é uma prioridade para o Brasil e o setor cimenteiro tem um papel estratégico nesse processo. Nossa indústria está à frente dos debates na agenda climática, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de uma estratégia que vem sendo consolidada ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor é o primeiro no país a ter um Roadmap de Descarbonização e está atualizando suas bases para a neutralização das emissões até 2050 finaliza.

Foto: Adobe Stock

Desempenho positivo 
Compartilhe esse post:

Comentários