Intenção de investimento recua - Revista Anamaco

Empresários da construção

Intenção de investimento recua

Texto: Redação Revista Anamaco

O índice que mede a intenção de investimento dos empresários da indústria da construção caiu 3,1 pontos em fevereiro - de 45,1 para 42 pontos. É o que revela a Sondagem da Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Ainda assim, o indicador continua acima da média histórica, de 37,9 pontos, sugerindo que a intenção de investimento é maior que o usual.
O estudo revela que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da indústria da construção cedeu 0,3 ponto em fevereiro, para 49,3 pontos. É o segundo mês consecutivo em que o indicador fica abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que mostra que os empresários do setor seguem pessimistas. Valores acima da linha de 50 pontos indicam otimismo. 
Segundo os empresários da construção, o cenário atual é negativo para as empresas e para a economia em relação ao que era há seis meses. Os industriais do setor se mantêm pessimistas ao projetar os próximos seis meses da economia, mas otimistas quanto ao futuro dos próprios negócios.
Em janeiro, o índice de atividade da construção ficou em 43,7 pontos, abaixo, portanto, dos patamares observados em dezembro de 2024 e em janeiro do ano passado. “A indústria da construção tem sentido a elevação da taxa de juros. Pesquisas já mostraram isso e a alta da Selic que ocorre desde o fim do ano passado, reflete-se na queda da atividade”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. 
Já o índice do número de empregados do setor praticamente não mudou na passagem de dezembro para janeiro - de 45,7 para 45,6 pontos.
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção, por sua vez, situa-se em 67% em janeiro. Trata-se de uma desaceleração de um ponto percentual em relação à UCO registrada no mesmo mês do ano passado.
Em fevereiro, o índice que mede a expectativa para o nível de atividade não mudou. Já os índices de expectativa para o número de empregados e de novos empreendimentos subiram 0,6 e 0,5 ponto, respectivamente, enquanto o de compra de insumos e matérias-primas caiu 1,2 ponto. Os empresários da construção continuam com projeções positivas para todas essas variáveis.
Nesta edição da Sondagem, a CNI consultou 302 empresas: 107 de pequeno porte, 133 médias e 62 grandes.

Foto: Adobe Stock

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