O contrapeso da Inteligência Artificial
O PAPEL DA LIDERANÇA EM TEMPOS DESAFIADORES E AS TRANSFORMAÇÕES NO CONSUMO
por Cláudio Conz, presidente Executivo da FBM - Fundação Brasileira de Marketing
No último dia da NRF 2025, tivemos importantes insights. O evento encerrou com muitos temas que permitirão reflexões futuras.
David Solomon, CEO do Goldman Sachs, trouxe um gráfico sobre inovação, economia global e o papel da liderança frente aos desafiadores. Ele enfatizou a importância de se repensar cadeias de suprimentos e processos produtivos em um mundo cada vez mais interconectado, destacando como a pandemia e tensões globais reconfiguraram e reconfiguram essas relações.
Solomon apontou que mudanças estruturais levam tempo, mas criam oportunidades de crescimento e investimento. A liderança desempenha um papel crucial em tempos desafiadores, especialmente em um mundo em constante mudança, marcado por interconexões globais e inovações tecnológicas.
Durante um painel com especialistas da indústria, foi discutido como a pandemia e as tendências globais reconfiguraram as cadeias de suprimentos e processos produtivos. A necessidade de adaptação e resiliência se tornou evidente, com líderes sendo convocados a repensar suas estratégias. Mudanças estruturais, embora lentas, abrem portas para novas oportunidades de desenvolvimento e investimento.
Inovação no Espaço Físico e a Experiência do Consumidor
Alex Rodrigues, empreendedor e jogador de baseball, e Dylan Lowry, compartilharam insights sobre a importância de integrar e-commerce e lojas físicas. Ambos destacaram que o futuro do consumo exige experiências que transcendem a simples transação. Os consumidores anseiam por ambientes que criem conexões emocionais e inspirem criatividade.
A proposta é que o espaço físico evolua para oferecer não apenas produtos, mas experiências que engajem e encantem o consumidor. Steve Peterson, da WD Partners, trouxe uma perspectiva provocadora sobre as lojas físicas. Ele argumentou que, em vez de competir com a velocidade do e-commerce, as lojas devem focar em experiências emocionais que o online não consegue replicar.
Inspirado pelo movimento Slow Food, ele defendeu o conceito de Slow Retail, que prioriza a qualidade, design e exclusividade. As lojas devem se tornar alternativas ao digital, enfatizando interações humanas enriquecedoras.
O Contrapeso da Inteligência Artificial
Em um mundo cada vez mais influenciado pela inteligência artificial, surgem preocupações sobre empregos, privacidade e autenticidade. Durante uma palestra sobre o impacto da IA no consumo, discutiu-se como o espaço físico pode atuar como um contrapeso ao digital. Keith, um dos palestrantes, destacou a busca dos consumidores por experiências tangíveis que os reconectem com emoções humanas. Exemplos como a Louis Vuitton The Place em Bangkok ilustram como ambientes imersivos podem despertar emoções e criar um senso de pertencimento.
A efervescência coletiva, conforme definida por Keith, representa momentos em que indivíduos compartilham experiências emocionais, criando uma energia comum. Essa conexão é fundamental para engajar os consumidores e proporcionar experiências memoráveis. Investir em espaços que promovam a inspiração e a alegria compartilhada será essencial para as marcas prosperarem em um cenário moldado pela IA.
O terceiro e último dia da NRF 25 destacou a intersecção entre atendimento, propósito e experiência no fortalecimento de marcas em um mundo cada vez mais acelerado. David Solomon, CEO do Goldman Sachs, enfatizou a importância da inovação e da liderança em tempos desafiadores. A mensagem é clara: para navegar com sucesso nesse ambiente complexo, as marcas devem adotar uma abordagem centrada no ser humano, criando experiências que transcendam a mera transação e construam conexões emocionais duradouras.